Em 2011

Somente em 2011 o Centro de Oncologia da APAMI (Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância) atendeu 11.200 pacientes em tratamento contra o câncer. Ao longo do ano foram realizados mais de 11.800 exames. Com diversas características e atingindo pessoas com perfis e idades variadas, a patologia tem sido recorrente no Vale do São Francisco. As causas são muitas e se estendem desde questões genéticas até mesmo à interferência do meio ambiente. E é justamente com o objetivo de detectar esses fatores, através de um levantamento minucioso que possa permitir que o sistema de saúde tenha acesso a informações mais específicas sobre o câncer no Vale do São Francisco, que o Centro de Oncologia da APAMI implantou o Centro de Ensino, Pesquisas e Prevenção em Oncologia (CEPPO).

 Inicialmente o trabalho prevê o levantamento e estudo de prontuários. Para isso, é necessário a dedicação de uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais da área de saúde, pesquisadores e seis estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Implantado em Outubro de 2011, o CEPPO já começou a fazer a elaboração de projetos de pesquisa. O serviço é pioneiro na região e vai permitir que, com base nos resultados obtidos, possam ser traçadas metas de prevenção e controle do câncer.

“Também está entre as nossas propostas, a atualização dos conhecimentos na assistência e a identificação do câncer como um problema de saúde pública. É importante verificar também a inserção de alunos de graduação e pós graduação de diversos cursos, bolsistas ou voluntários que sem dúvida contribuirão para o planejamento e execução de atividades que facilitem a integração ensino-serviço, reforçando a atuação de acordo com as diretrizes da vigilância em saúde no Sistema Único de Saúde”, destaca a coordenadora do CEPPO e professora da Univasf, Kamilla Maria Alencar.

As atividades do CEPPO serão divididas em várias etapas e os resultados que forem obtidos serão divulgados, também, em congressos e artigos científicos. “O objetivo é sempre oportunizar troca de conhecimentos e experiências para que de fato possamos ter uma atuação coletiva junto à outras instituições que atuam no controle e combate ao câncer”, destaca Kamilla.